A Taxa Referencial não é um índice de inflação (como o IPCA), mas sim uma taxa de juros de
referência. Ela é calculada diariamente pelo Banco Central a partir das taxas dos títulos públicos
prefixados (Tesouro Prefixado). Na prática, ela serve para atualizar o valor do dinheiro no tempo em
contratos muito específicos.
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Como a TR é calculada?
O cálculo é um pouco técnico: o Banco Central utiliza a TBF (Taxa Básica Financeira) e aplica um
redutor. O ponto mais importante para o investidor é que, se a Selic estiver baixa, a TR geralmente
fica em zero. Ela só começa a subir e "aparecer" quando a taxa Selic ultrapassa o patamar de 8,5% ao
ano.
A TR e a Poupança
O rendimento da poupança é composto por duas partes. Quando a Selic está acima de 8,5% (como agora
em 2026), a regra é:
Rendimento = 0,5% ao mês + TR
Embora a TR tenha ficado zerada por muitos anos (2017 a 2021), com os juros altos atuais, ela voltou
a ser positiva, adicionando uma pequena "pitada" extra ao rendimento da caderneta.
Impacto no FGTS e Imóveis
A TR é fundamental para o trabalhador e para quem quer a casa própria:
FGTS: Rende 3% ao ano + TR.
Financiamento (SAC/Price): Muitos contratos imobiliários são corrigidos pela TR. Se a
TR sobe, o saldo devedor do seu financiamento também aumenta levemente todo mês.
Vale a pena investir em algo com TR?
Como investimento, a TR sozinha não é atraente, pois ela quase sempre perde para a inflação (IPCA).
Ela é mais um mecanismo de ajuste do que de ganho real. Se você busca rentabilidade, o CDI costuma
ser um referencial muito mais vantajoso que a TR.
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